Eric–Emmanuel Schmitt
Filho de professores de educação física, Eric Emmanuel-Schimtt nasceu a 28 de Março de 1960, em Lyon, na França. Estudou na École Normale Superieur, em Paris, licenciando-se em filosofia com a tese “Diderot e a Metafísica”. Depois de se formar, deu aulas de filosofia, primeiro em Saint-Cyr, depois três anos em Cherbourg e finalmente na Universidade de Chambéry.
Em 1991, escreveu a sua primeira peça de teatro: “La Nuit de Valognes”, uma releitura do famoso mito de D. Juan que fez a sua estreia mundial em Inglaterra, numa produção da Royal Shakespeare Company. Seguiu-se, em 1993, “A Visita”, uma peça que narra um suposto encontro entre Freud e uma figura misteriosa que alguns dizem ser Deus e outros dizem encarnar a Morte, e que lhe valeu três prémios Molière no ano de 1994: para Melhor Autor, Revelação Teatral do Ano e Melhor Espectáculo.
Foi graças ao sucesso desta peça – traduzida e representada em todo o Mundo, que Emmanuel-Schmitt abdicou do seu lugar de Professor Conferencista na Universidade de Sabóia para se dedicar exclusivamente à escrita.
Em 1995, escreveu “Golden Joe” e no ano seguinte “Variações Enigmáticas”, que estreou no Théâtre Marigny, protagonizado por Alain Delon. Aliás, esta é, até ao momento, a peça mais representada do autor, e grandes actores de vários países têm dado corpo ao seu protagonista. Casos do brasileiro Paulo Autran, do alemão Mario Adorf ou do norte-americano Donald Sutherland.
Em 1997, Schmitt escreveu “Le Libertin”, inspirado na vida de Denis Diderot, e o monólogo “Milarepa”, que versava o tema do budismo, foi levado à cena durante o Festival de Avignon desse ano e posteriormente reposto em Paris, em 1999. Em 1998, o actor francês Jean-Paul Belmondo protagonizou “Frédérick ou le Boulevard du Crime”, e, na temporada seguinte, o Théâtre Marigny, de Paris, foi obrigado a contratar três elencos diferentes para manter em cartaz a peça “Hotel dos Dois Mundos”, dado o sucesso obtido pelo espectáculo junto do público.
Continuando a escrever imparavelmente – frequentemente ao ritmo de uma peça, ou mais, por ano – Emmanuel-Schmitt assinou ainda “Monsieur Ibrahim et les fleurs du Coran” (adaptado ao cinema pelo realizador François Dupeyron e que valeu a Omar Sharif o César para Melhor Actor de 2004); “Oscar et la Dame Rose”, “Pequenos Crimes Conjugais” (estreado pela actriz Charlotte Rampling no Théâtre Edouard VII em 2004), ou “L’Evangile selon Pilate”, adaptação cénica do seu romance homónimo.
Representado em 35 países, Eric Emmanuel-Schmitt é também autor de romances e ensaios, de uma ficção autobiográfica (“Ma vie avec Mozart”) e tradutor dos librettos das óperas “As Bodas de Fígaro” e “Don Giovanni”, de Mozart. Em 2000, recebeu o Grande Prémio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto da sua obra teatral, e em 2004 o Grande Prémio do Público, em Leipzig.
Fontes:
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